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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sujeito de conhecimento

O homem sujeito que conhece é um ser vivo, complexo, sistêmico.
Sua experiência básica como ser humano que conhece é de se ver separado do seu objeto de conhecimento.
Nesse sentido, acessa a realidade do mundo como se houvesse uma realidade objetiva exterior a ele.
Porém, quanto mais autêntica e consciente sua visão de mundo, mais essa realidade se torna (objetiva), isto é, a relação com o mundo não pressupõe que este existe independentemente do observador.
O sujeito observador possui uma estrutura e organização que o determinam em seu viver. A história das suas mudanças estruturais sem que perca sua organização é a sua ontogenia. Dessa dinâmica autopoiética surge uma biologia que no ser humano se caracteriza como biologia do conhecer e do amar.
Aqui, todo ato de conhecer faz surgir um mundo, pois ele não decorre do simples ato de reconhecer uma realidade já dada. O homem constrói o que conhece. Por isso, todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer. Eis a biologia do conhecer.
Por outro lado, todo ser humano é ontogeneticamente social, se realiza dentro de um contexto comunitário e a linguagem surge para permitir essa interação entre indivíduos de um grupo.
Esse conviver original ocorre através do amar, uma emoção que considera o outro como legítimo na convivência. É desapegado, espontâneo, surge sem esforço, é unidirecional, não pede nada em troca. Nesse fluir o bem-estar aparece como um acontecer natural do conviver que se convive, abre-se o caminho para a recuperação do respeito por si mesmo e a liberação da dor. Eis a biologia do amar.
Nesse atuar conhecendo e amando da mesma forma que não há um mundo dado, não há também um passado e um futuro em si mesmos. Há apenas o presente.

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