sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Resumo - redes complejas

Seminário: Governo eletrônico na sociedade em rede
Profs Aires J Rover e Orides Mezzaroba
Aluno Alexandre Pesserl
CPGD - 20092
Apresentaçao do livro: redes complejas - Ricard Solé

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Holismo e complexidade - mudanças de paradigma

"Os ventos da mudança estão rondando a sociedade atual não de agora e em alta velocidade. Estamos em plena transição de paradigmas: tudo é processo novo sobre velhos objetos e o novo convive ainda com o velho, que tem data para morrer. E há pouca consciência disso. Para Morin "paradigmas são “princípios supralógicos de organização do pensamento [...] princípios ocultos que governam a nossa visão das coisas e do mundo sem que disso tenhamos consciência” (2007).

Vivemos uma transição complexa, muito além da chamada sociedade da informação. Isso porque esta é consequência daquela transição, de um modelo linear e cartesiano de pensar e ver o mundo, para um paradigma da complexidade que ao mesmo tempo reune e distingue o que separou-se e dicotomizou-se (herança dos gregos).
O paradigma cartesiano-newtoniano postula a racionalidade, a objetividade e a medição como únicos meios de se chegar ao conhecimento. A consequência é que estamos rodeados e programados para aceitar e realizar toda espécie de reducionismo.

São várias as transições para uma visão holística e complexa de mundo:
Da afirmação constante da certeza à legitimação e diálogo com a incerteza;
Do heterocontrole à auto-organização;
Da ordem planejada hierarquicamente à ordem emergente;
Da medição e domínio da natureza e toda realidade à convivência com o ambiente;
Da competição à cooperação." (ROVER, A J)

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo, Porto Alegre, Sulina, 3ª ed. 2007.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Somos todo Cyborgs" - entrevista com Andy Clark

Nessa entrevista a REVISTA ÉPOCA, o filósofo Andy Clark reforça alguns dos conceitos vistos nos estudos sobre complexidade, como a relação mente e cérebro. Achei muito interessante...

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79112-15224,00-SOMOS+TODOS+CYBORGS.html

domingo, 12 de julho de 2009

Livro De máquinas y seres vivos - humberto maturana y francisco varela

Veja este belo livro

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vídeos do Humberto Maturana

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vídeos do Francisco Varela

domingo, 31 de maio de 2009

Corpo, emoções e linguagem


Este título acima é da palestra dada pelo dr. Manoel Brandao
na disciplina. Vejam o vídeo e a apresentaçao.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Certeza/ Explicação


Certeza
:

Segundo Maturana e Varela (2007, p.22), tendemos a viver num mundo de certezas, de solidez perspectiva não contestada, em que nossas convicções provam que as coisas são somente como as vemos e não existe alternativa para aquilo que nos parece certo.

"Toda experiência de certeza é um fenômeno individual cego em relação ao ato cognitivo do outro" (Maturana e Varela, 2007, p.22).


Explicação:

Uma explicação é sempre uma proposição que reformula ou recria as observações de um fenômeno, num sistema de conceitos aceitáveis para um grupo de pessoas que compartilham um critério de validação (Maturana e Varela, 2007, p.34).

Ainda segundo Maturana e Varela (2007, p.34), podemos distinguir essencialmente quatro condições que devem ser satisfeitas na proposição de uma explicação científica, as quais não necessariamente ocorrem de modo seqüencial, mas sim de maneira imbricada:
  1. Descrição do fenômeno ou fenômenos a explicar, de maneira aceitável para a comunidade de observadores;
  2. Proposição de um sistema conceitual capaz de gerar o fenômeno a explicar de modo aceitável para a comunidade de observadores (hipótese explicativa);
  3. Dedução, a partir de "2.", de outros fenômenos não explicitamente considerados em sua proposição, bem como a descrição de suas condições de observação na comunidade de observadores;
  4. Observação de outros fenômenos, deduzidos à partir de "2.".
Somente quando esse critério de validação é satisfeito, uma explicação é considerada científica. E uma afirmação só é científica quando se fundamenta em explicações científicas.

domingo, 24 de maio de 2009

Semântica

Segundo Maturana e Varela (2007, p.231), toda vez que um observador descreve os comportamentos de interação de organismos como se o significado que ele acredita que essas condutas têm para os participantes determinassem o curso de tais interações, ele faz uma descrição em termos semânticos.

Para nós, observadores, o estabelecimento ontogênico de um domínio de condutas comunicativas pode ser descrito como o estabelecimento de um domínio de comportamentos coordenados associáveis a termos semânticos. Isto é, como se o determinante da coordenação comportamental assim produzida fosse o significado do que o observador pode ver nas condutas, e não no acoplamento estrutural dos participantes (Maturana e Varela, 2007, p.229).

A semântica também está presente na definição de linguística: "Chamamos de linguística uma conduta comunicativa ontogênica, ou seja, um comportamento que ocorre num acoplamento estrutural ontogênico entre organismos, e que pode ser descrito em termos semânticos por um observador" (Maturana e Varela, 2007, p.231).

Amor

Segundo Maturana e Varela [A Árvore do Conhecimento, 1995], "A esse ato de ampliar nosso domínio cognitivo reflexivo, que sempre implica uma experiência nova, só podemos chegar pelo raciocínio motivado pelo encontro com o outro, pela possibilidade de olhar o outro como um igual, num ato que habitualmente chamamos de amor - ou, se não quisermos usar uma palavra tão forte, a aceitação do outro ao nosso lado na convivência." (pág. 263)

Aprendizagem

Segundo Maturana e Varela [A Árvore do Conhecimento, 1995], "...a aprendizagem é uma expressão do acoplamento estrutural, que sempre manterá uma compatibilidade entre o operar do organismo e o meio."
"Descrever a aprendizagem como uma internalização do meio confunde as coisas, pois sugere que na dinâmica estrutural do sistema nervoso há fenômenos que existem apenas no domínio de descrições de alguns organismos capazes de linguagem, como nós". '(pág. 199)

Previsão

Previsão é quando consideramos o estado presente de um sistema qualquer que estejamos observando e afirmamos que haverá um estado subsequente que resultará de sua dinâmica estrutural e que também poderemos observar. Portanto, uma previsão revela o que nós, como observadores, esperamos que aconteça. [Maturana e Varela, pág 154, A Árvore do Conhecimento, 1995]

Tradição

A tradição é, ao mesmo tempo, uma maneira de ver e de agir, mas também uma forma de ocultar. A tradição se baseia naquilo que uma história estrutural acumulou como óbvia, regular e estável. O óbvio só é visto diante de algo que perturbe sua regularidade. Importante considerar ainda que a bagagem de regularidades próprias do acoplamento de um grupo social é a sua tradição biológica e a sua cultura, ou tradição cultural. Ao passo que a tradição biológica espelha aquilo que todos os seres humanos têm em comum, a tradição cultural está associada à herança linguística daquele grupo social, sendo, portanto, única e ímpar naquele grupo (MATURANA & VARELA, 2001, p.264-5).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

turma 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

FENÔMENO SOCIAIS

Entendemos como fenômenos sociais os ligados à participação dos organismos na constituição de unidades de terceira ordem (MATURANA e VARELA, 2007 pág. 217).

Apesar da variedade de acoplamento que tempos nos esforçados para apresentar, é evidente que ao falar de fenômenos sociais referimo-nos ao que acontece num tipo particular de unidades. O que é comum a todas elas é que, quando se estabelecem acoplamentos de terceira ordem, as unidades resultantes, embora sejam transitórias, geram uma fenomenologia interna específica. Essa fenomenologia se baseia no fato de que os organismos participantes satisfazem suas ontogenias individuais principalmente por meio de seus acoplamentos mútuos, na rede de interações recíprocas que formam ao constituir as unidades de terceira ordem (MATURANA e VARELA, 2007 pág. 214).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ética

Segundo Maturana(2003, p.269) ética é a ligação do humano ao humano, atribuida por uma reflexão sobre a legitimidade da presença do outro. É toda ação humana.
Maturana(2003, p.270) ainda explica "que todo ato humano, ao construir um mundo na linguagem, tem um caráter ético porque ocorre no domínio social", ou seja, tudo o que se faz socialmente, no ato da convivência, necessita de ética, porque envolve a ligação do humano ao humano.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

sistema nervoso

O sistema nervoso é um sistema fechado, uma rede fechada de componentes que interagem uns com os outros, e nos quais a dinâmica de estados é uma contínua mudança de relações de atividade que geram relações de atividade na mema rede.

Que relações de atividade e que mudanças de relações de atividade ocorrem?
Aquelas que são determinadas pela estrutura do sistema nervoso.

Um sistema nervoso é um sistema organizado como uma rede fechada de elementos neuronais interagentes, que em suas interações geram relações de atividade de tal maneira que qualquer mudança na relação de atividade que se produza entre alguns elementos da rede conduz a mudanças nas relações de atividade que se produzam em outros elementos da rede.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Instruções para realização do artigo

Prezados,

Como avaliação final da nossa disciplina, todos deverão produzir um artigo (individualmente ou, no máximo, em 2 pessoas).

O artigo deve ter de 10 a 15 páginas, espaçamento 1,5 entre linhas, margem padrão (superior e esquerda 3cm, inferior e direita 2cm), fonte tamanho 12, Times New Roman.

O Prazo final de entrega é 30/06/09, impreterivelmente.

Segue o esquema da estruturação, sugerido pelo Prof. Aires.

TÍTULO

- Introdução
- A visão sistêmica de Maturana e Varela (as categorias escolhidas)
- Descrição de um problema
- Análise e síntese do problema utilizando as categorias escolhidas
- Conclusão
- Referências

Obs: Todos devem alinhar suas idéias segundo esse esquema apresentado e encaminhar o documento para meu email (pmariasantos@yahoo.com.br), além de trazer impresso para a próxima aula.

Conduta cultural

Maturana e Varela entendem por conduta cultural a "estabilidade transgeracional de configurações comportamentais ontogeneticamente adquiridas na dinâmica comunicativa de um meio social" (pg. 223). Continuam dizendo que "a imitação e a contínua seleção comportamental intragrupal desempenham aqui um papel essencial, na medida em que tornam possível o estabelecimento do acoplamento dos jovens com os adultos, por meio do qual é especificada uma certa ontogenia, que se expressa no fenômeno cultural. Assim, a conduta cultural não representa uma forma essencialmente distinta em relação ao mecanismo que a possibilita. O cultural é um fenômeno que se viabiliza como um caso particular de comportamento comunicativo" (p. 223).

Flexibilidade

Segundo Capra [2001], no epílogo de "A Teia da Vida", "a flexibilidade de um ecossistema é uma conseqüência de seus múltiplos laços derealimentação, que tendem a levar o sistema de volta ao equilíbrio sempre que houver um desvio com relação à norma, devido a condições ambientais mutáveis."
Complementa: "É dessa maneira que os ecossistemas se mantêm num estado flexível, pronto para se adaptar a condições mutáveis. A teia da vida é uma rede flexível e sempre flutuante. Quanto mais variáveis forem mantidas flutuando, mais dinâmico será o sistema, maior será a sua flexibilidade e maior será sua capacidade para se adaptar a condições mutáveis."

Correlações Internas

Segundo Maturana(2003, p.165) correlações internas são acoplamentos entre superfícies sensoriais e motoras. Uma correlação interna ocorre do acoplamento de uma estrutura sensorial capaz de admitir certos tipos de perturbações e uma estrutura motora capaz de gerar um deslocamento.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Movimento

Maturana e Varela tratam o movimento como característica essencial dos seres vivos para a determinação da importância do sistema nervoso.
"Para um observador, é evidente que no movimento há múltiplas possibilidades, muitas das quais aparecem realizadas nos seres vivos como resultados de sua deriva natural. Assim, os organismos móveis não só baseiam sua reprodução no movimento, como também sua alimentação e modos de interação com o meio. É em referência a esses seres vivos, nos quais a deriva natural levou ao estabelecimento de motilidade, que o sistema nervoso adquire importância." (pág. 164)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Determinismo

Segundo Maturana e Varela, os seres vivos são determinados por sua estrutura.

"A história das mudanças estruturais de um dado ser vivo é sua ontogenia. Nessa história todo ser vivo começa com um estrutura inicial, que condiciona o curso de suas interações e delimita as modificações estruturais que estas desencadeiam nele."
(MATURANA, VARELA, 2001 pag.107)

"... sistemas nos quais todas as modificações estruturais estão determinadas por sua estrutura - Seja ela qual for -, e nos quais essas modificações estruturais ocorram como resultado de sua própria dinâmica, ou sejam desencadeadas por suas interações."
(MATURANA, VARELA, 2001 pag.108 e 109)

Fenomenologia

Para Maturana eVarela "[...] a formação de uma unidadesempre determina uma série de fenômenos associados às características que a definem. Podemos, então, dizer que cada classe de unidades especifica uma fenomenologia particular. Assim, as unidades autopoiépeticas especificam a fenomenologia biológica como a fenomenologia própria delas, com características distintas da fenomenologia física. [...]" ((MATURANA; VARELA, 1995, p.92,grifo nosso )

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Filogenia

Uma filogenia é uma sucessão de formas orgânicas geradas sequencialmente por relações reprodutivas. As mudanças experimentadas ao longo da filogenia constituem a alteração filogenética ou evolutiva.
(Maturana e Varela, pág 117)

Representacionismo

Segundo Maturana(2001, p. 8), representacionismo constitui o marco epistemológico prevalente na atitude em nossa cultura. Sua proposta central é a de que o conhecimento é um fenômeno baseado em representações mentais que fazemos do mundo.Maturana(2001, p. 9) ainda nos fala que o representacionimo é um dos fundamentos da cultura patriarcal sob a qual vive hoje boa parte do mundo.Atualmente, a visão mais difundida considera o sistema nervoso um instrumento por meio do qual o organismo obtém informações do ambiente, que a seguir utiliza para construir representações de mundo que lhe permite computar um comportamento adequado à sua sobrevivência nele, explica Maturana(2001, p.146)

Contabilidade Lógica

Segundo Maturana(2001, p. 150), contabilidade lógica "equivale a não perder de vista aquilo que vem sendo exposto desde o começo: tudo o que é dito é dito por alguém. Como todas as soluções para aparentes contradições, tudo consiste em sair do plano da oposição e modificar a natureza da pergunta, passando para um contexto mais abragente."
"Como observadores, podemos ver uma unidade em domínios diferentes, a depender das distinções que fizermos. Assim, por um lado podemos considerar um sistema de domínio de funcionamento de seus componentes, no âmbito de seus estados internos e modificações estruturais", explica Maturana(2001, p.150).

Clausura operacional

A clausura operacional destaca, ou identifica, os organismos metacelulares no seu meio ambiente, especificando "uma rede de processos dinâmicos, cujos efeitos não saem dessa rede". O entendimento de que esses organismos são determinados por uma clausura operacional evita a discussão sobre a forma de sua organização: seriam eles unidades autopoiéticas de primeira ordem, assim como as células que os compõem? (MATURANA & VARELA, 2007, p. 101).

terça-feira, 5 de maio de 2009

ADAPTAÇÃO

Na posição de observadores falamos do que ocorre com um organismo em uma situação específica e nesse caso estamos em uma situação peculiar, porque temos, ao mesmo tempo, acesso a estrutura do meio e a estrutura do organismo. Dessa forma, podemos considerar as várias maneiras pelas quais ambas poderiam ter mudado ao se encontrar.
Analisando sob essa perspectiva, as mudanças estruturais que de fato ocorrem numa unidade surgem como "selecionadas" pelo meio, em consequência do contínuo jogo das interações. Assim, o meio pode ser compreendido como um contínuo "seletor" das mudanças estruturais que o organismo experimenta em sua ontogenia.
E o mesmo acontece com o meio. Em sua resposta histórica, ele ou os seres que com ele interagem operam como seletores de suas mudanças estruturais. O acoplamento estrutural é sempre mútuo e recíproco, organismo e meio sofrem transformações.
Nessas circunstâncias - e diante desse fenômeno de acoplamento estrutural entre os organismos e o meio como sistemas operacionalmente independentes, a manutenção dos organismos como sistemas dinâmicos em seu meio aparece como centrada em uma compatibilidade organismo/meio. É o que Maturana e Varela (2001, Páginas 114-115) chamam de adaptação.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

FILOGENIA

Filogenia é o fenômeno seqüencial reprodutivo dos sistemas vivos, que necessariamente depende da conservação da organização e adaptação dessa classe de sistemas particulares. Logo, seria contraditório conceber um organismo de forma isolada, pois ele está envolvido em uma rede contínua de interações com todos os sistemas viventes integrantes dessa mesma filogenia, da mesma forma que não se poder idealizar o processo evolutivo sem levar em consideração toda classe de sistemas vivos.
“Uma filogenia é uma sucessão de formas orgânicas geradas seqüencialmente por relações reprodutivas. As mudanças vivenciadas ao longo da filogenia constituem a mudança filogenética ou evolutiva” (MATURANA, VARELA, página 138).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ontogenia

Ontogenia: É a história da mudança estrutural de uma unidade sem que esta perca sua organização:
Humberto Maturana/francisco Varela. A célula classifica e vê suas contínuas interações como o meio de acordo com com sua estrutura a cada instante, que por sua vez esta em continua mudança devido a sua dinâmica interna.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Comportamento

Maturana e Varela (2001, p. 152) entendem por Comportamento "às mudanças de postura ou posição de um ser vivo, que um observador descreve como movimentos ou ações em relação a um determinado ambiente"

Ainda segundo Maturana e Varela (2001, p. 153) " corresponde à descrição que fazemos dos movimentos do organismo num ambiente que assinalamos"

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Solipsismo

Para Maturana e Varela (2007), o solipsismo representa uma armadilha do conhecimento; "se negarmos a objetividade de um mundo cognoscível, [...] cairemos no caos da total arbitrariedade, pois assim tudo se torna possível" (p. 148). Este conceito “[...] nega o meio circundante e supõe que o sistema nervoso funciona totalmente no vazio, o que leva a concluir que tudo vale e tudo é possível. É o extremo da solidão cognitiva absoluta, ou solipsismo (da tradição filosófica clássica, que afirmava que só existe a interioridade de cada um). Trata-se de uma cilada, porque não permite explicar a adequação ou comensurabilidade entre o funcionamento do organismo e o de seu mundo" (p. 149/150). Os autores contrapoem este conceito ao de representacionismo, dizendo que "estes dois extremos - ou armadilhas - existiram desde as primeiras tentativas de compreender o fenômeno do conhecimento em suas raízes mais clássicas" (p. 150), propondo um "andar sobre uma linha mediana, sobre o próprio fio da navalha" (p. 149).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

PONTO DE BIFURCAÇÃO

De acordo com Capra (2006) inicialmente uma estrutura dissipativa parte de uma situação de equilíbrio ou próxima ao equilíbrio, estes seriam os casos descritos pela termodinâmica clássica, onde os escoamentos são fracos e a entropia mínima, ou seja, num primeiro momento o comportamento da estrutura é linear.

Entretanto, a partir de um ponto critico apresenta um padrão caótico, não-linear, passa a um novo estado de ordem. Próximo de um ponto critico o sistema se afasta do equilíbrio ao aumentar gradativamente os fluxos de matéria e energia, neste estágio os escoamentos são mais fortes, a entropia se eleva e o sistema não tende mais ao equilíbrio. Encontra instabilidades que o leva a novas formas de ordem e afasta o sistema cada vez mais do equilíbrio.

A complexidade é crescente e o conduz ao segundo momento. Segundo Capra (1996) no segundo momento, caracterizado como não-linear, à partir de um ponto crítico ou ponto de bifurcação, onde as equações que descrevem o sistema não são mais lineares o sistema passa a se comportar como um todo, tornando impossível integrar o sistema a partir de suas partes. Neste ponto de passagem de equilíbrio a não-equilíbrio emerge espontaneamente um padrão ordenado.

De acordo com Capra (1996) um ponto de bifurcação é um limiar de estabilidade no qual a estrutura dissipativa pode se decompor ou então imergir num dentre vários novos estados de ordem. O que acontece exatamente nesse ponto crítico depende da história anterior do sistema. Dependendo de qual caminho ele tenha tomado para alcançar o ponto de instabilidade seguirá uma ou outra das ramificações disponíveis depois da bifurcação.

Matematicamente, um ponto de bifurcação representa uma dramática mudança da trajetória do sistema no espaço de fase. Um novo atrator pode aparecer subitamente, de modo que o comportamento do sistema como um todo "se bifurca", ou se ramifica, numa nova direção.No ponto de bifurcação, a estrutura dissipativa mostra uma sensibilidade extraordinária para pequenas flutuações no seu ambiente. Uma minúscula flutuação aleatória pode induzir a escolha de caminho.

Uma vez que todos os sistemas vivos existem em meios ambientes que flutuam continuamente, e uma vez que nunca podemos saber que flutuação ocorrerá no ponto de bifurcação justamente no momento "certo", nunca podemos predizer o futuro caminho que o sistema irá seguir.

Desse modo, toda descrição determinista desmorona quando uma estrutura dissipativa cruza o ponto de bifurcação. Flutuações diminutas no ambiente levarão a uma escolha da ramificação que ela seguirá. E uma vez que, são essas flutuações aleatórias que levarão à emergência de novas formas de ordem, Prigogine introduziu a expressão "ordem por meio de flutuações" para descrever a situação.

DISTINÇÃO

Maturana e Varela definem distinção como um ato cognitivo cotidiano universal “de designar qualquer ente, objeto, coisa ou unidade”. Para eles, cada vez que se faz referência a algo, seja direta ou indiretamente, estabelece-se um critério de distinção que indica o referente da fala e especifica as suas propriedades como ente, unidade ou objeto numa determinada classe. Tomam como exemplo o objeto cadeira que, ao ser indicada, deve ser reconhecida na sua organização (nas suas relações) como cadeira, independentemente das escolhas paradigmáticas que a compõem (materiais). No caso dos seres vivos, propõem sua classificação a partir das relações que caracterizam a organização autopoiética. Pp. 47 e 50

HISTÓRIA

Para Maturana e Varela (1995, p.96) “[...] nós, como seres vivos - e, como veremos, também como seres sociais - temos uma história: descendemos por reprodução, não só de nossos antepassados humanos, mas também de antepassados muito diferentes, que recuam no tempo mais de 3 bilhões de anos."

segunda-feira, 13 de abril de 2009

AUTOPOIESE E AUTONOMIA

Para Maturana e Varela (2007, p. 55) “a característica mais peculiar de um sistema autopoiético é que ele se levanta por seus próprios cordões, e se constitui como diferente do meio por sua própria dinâmica, de tal maneira que ambas as coisas são inseparáveis.”
E o que distingue o ser vivo é sua organização autopoiética. “Os seres vivos diferentes se distinguem porque têm estruturas distintas, mas são iguais em organização.” Os autores também o consideram como unidades autônomas.

Maturana e Varela (2007, p. 55, 56) utilizam a expressão autonomia em seu sentido corrente. “Um sistema é autônomo se é capaz de especificar sua própria sua própria legalidade”, ou seja, “aquilo que lhe é próprio.”
Os autores não afirmam nem cogitam a possibilidade de que os seres vivos sejam os únicos entes autônomos. Todavia, é destacado pelos mesmos “[...] que uma das propriedades mais imediatas do ser vivo é sua autonomia.” Maturana e Varela asseguram que o mecanismo que faz dos seres vivos sistemas autônomos é a autopoiese.

Os autores ao questionarem sobre como é possível compreender a autonomia do ser vivo, respondem que para compreender tal autonomia faz-se necessário entender a organização que o define como unidade. Perceber os seres vivos como unidades autônomas permite mostrar como sua autonomia se torna explícita ao indicar que aquilo que os define como unidades é a sua organização autopoiética, “[...] e que é nela que eles, ao mesmo tempo, realizam e especificam a si próprios. (MATURANA e VARELA, 2007, p. 56).

sábado, 11 de abril de 2009

Inteligência

Por exemplo a essência mesma da inteligencia consiste em agir de maneira adequada quando um problema não é claramente definido e as soluções não são evidentes,

FRITJOR CAPRA- Titulo -Criando um Mundo- Pag. 216
Livro UMA NOVA COMPREENSÃO CIENTIFICA DOS SISTEMAS VIVOS

quarta-feira, 8 de abril de 2009

ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA

Maturana e Varela (2001, p. 54) entendem por ORGANIZAÇÃO “as relações que devem ocorrer entre os componentes de algo, para que seja possível reconhecê-lo como membro de uma classe específica”. Entendem por ESTRUTURA de algo “os componentes e relações que constituem concretamente uma unidade particular e configuram sua organização”.

Cibernética

Segundo Capra(1996, p. 56) cibernética "representa uma abordagem unificada de problemas de comunicação e de controle, envolvendo todo um complexo de novas idéias". A palavra deriva do grego kibernetes que significa timoneiro, então, sua conceituação final foi definida por Capra como a ciência do "controle e da comunicação no animal e na máquina".
Mais tarde a cibernética se tornou um movimento intelectual, formado pelos ciberneticistas, que criaram diferentes níveis de descrição, mais focado em padrões de comunicação, laços fechado e em redes.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Processo

O processo, ou processo vital, é um dos três critérios fundamentais que caracterizam os sistemas vivos. Através do processo ocorre "a contínua incorporação do padrão de organização do sistema", que garante a ligação entre padrão e estrutura. Na emergente teoria dos sistemas vivos, o processo é representado pela cognição, definida inicialmente por Gregory Bateson e mais plenamente por Maturana e Varela. (CAPRA, 1996, pp. 134-135).

CONSCIÊNCIA

De acordo com Capra (1996, pg 224), consciência é o nível da mente, ou cognição, que é caracterizado pela autopercepção. A autopercepção manifesta-se apenas em animais superiores e só se desdobra de maneira plena na mente humana - não estamos apenas cientes do nosso meio ambiente, como ocorre de maneira geral com todos os tipos de vida, mas também estamos cientes de nós mesmos e do nosso mundo interior (estamos cientes de que estamos cientes e sabemos que sabemos).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Alfabetização Ecológica

Para Capra (2006, p. 231), é necessário que nos tornemos por assim dizer, ecológicamente alfabetizados, isto é, devemos compreender os princípios de organização das comunidades ecológicas (ecossistemas) e utilizá-los para criar (desenvolver) comunidades (redes) humanas de fato sustentáveis.
Na sequência, o autor discursa afirmando que a teoria dos sistemas vivos oferece um arcabouço conceitual no que diz respeito à formação do elo entre comunidades ecológicas e comunidades humanas, sendo que ambas são sistemas vivos e que a sabedoria (entendimento) da natureza é sem dúvida a essência da eco-alfabetização.

Evolução

A visão sistêmica sobre a evolução difere, em vários aspectos, da visão clássica - enraizada nas teorias de Lamarck e Darwin. Ao invés de enxergar a evolução como um processo de mudanças graduais e contínuas, determinadas por sucessivas mutações genéticas, a visão sistêmica descreve a evolução como "o resultado da tendência inerente da vida para criar novidade", que ocorre em transições súbitas e separadas por grandes períodos de estabilidade.
A emergente teoria não associa a evolução diretamente à necessidade de adaptação dos organismos vivos às condições ambientais. O mais importante é a adaptação mútua entre os organismos. "O foco está se deslocando da evolução para co-evolução", um processo que equilibra competição e cooperação; criação e mútua adaptação. (CAPRA, 1996, pp. 179-182)

Mecanicismo

Paradigma surgido com o advento da "Revolução Científica" e que se pautava na visão de mundo - especialmente o corpo humano - como uma máquina, governada por princípios matemáticos exatos. Enfatizando o estudo das partes e não do todo, o mecanicismo baseia-se no dogma de que as leis da biologia podem, em última análise, ser reduzidas às da física e química. A corrente esteve associada aos nomes de Descartes, Copérnico, Galileu Galilei, Bacon e Isaac Newton (Capra, 2006, p. 34).

LINGUAGEM

Para Maturana “[...] a linguagem surge quando há comunicação a respeito de comunicação.” Em outras palavras, [...], ocorre quando há uma coordenação de coordenação de comportamento. (CAPRA, 2006, p. 225).
“Ser humano é existir na linguagem.” Na linguagem coordenamos nosso comportamento e criamos o nosso mundo. (CAPRA, 2006, p. 227).

COMUNICAÇÃO

De acordo com Maturana, “comunicação não é uma transmissão de informações, mas, em vez disso, é uma coordenação de comportamento entre os organismos vivos por meio de um acoplamento estrutural mútuo”. Assim, para Maturana, “comunicação é essencialmente uma coordenação mútua desse comportamento é a característica-chave da comunicação para todos os organismos vivos [...]” . (CAPRA, 2006, p. 224).
A comunicação pode ser instintiva ou aprendia. Maturana chama o comportamento comunicativo aprendido de ‘linguístico’. [...] De fato, na visão de Maturana, esse comportamento lingüístico é a base para a linguagem. “Comunicação lingüística não é linguagem.” (CAPRA, 2006, p. 225).

ACOPLAMENTO ESTRUTURAL

De acordo com Capra (2006, p. 176) a temática da estrutura pode ser relacionada com o sistema autopoiético, uma vez que esse sistema, para preservar seu padrão de organização semelhante a uma teia, deve passar por mudanças estruturais. Além disso, de acordo com a teoria da autopoiese, um sistema vivo interage com seu meio ambiente por meio do “acoplamento estrutural”, ou seja, interações que desencadeiam mudanças estruturais no sistema.
Para definir a categoria “acoplamento estrutural”, Capra se vale dos ensinamentos de Maturana e Varela que o estabelecem a partir da diferença das formas pelas quais os sistemas vivos e não vivos interagem com seus meios ambientes. (CAPRA, 2006, p. 177).

sábado, 4 de abril de 2009

Ordem

Na ciência da complexidade - diferentemente da visão clássica em que ordem está associada a equilíbrio - "a ordem flutua na desordem". O não equilíbrio é uma fonte de ordem, ou seja, nos sistemas vivos, a ordem manifesta-se na riqueza, na diversidade e na beleza da vida em todo o seu redor, de modo que ao longo de todo mundo vivo, o caos é transformado em ordem; tanto ordem como desordem sempre são criadas simultaneamente. O conceito está associado à organização e padrão. Capra cita como exemplo os fluxos turbulentos de água e de ar que, "embora pareçam caóticos, são, na verdade, altamente organizados, exibindo complexos padrões de vórtices, dividindo-se e subdividindo-se incessantes vezes em escalas cada vez menores". (p 155 e 156).

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Criatividade

A geração de configurações que são constantemente novas. (pag. 178)
Constante avanço da vida em direção à novidade. (pag. 179)
Tendência inerente da vida para criar novidade, na emergência espontânea de complexidade e de ordens crescentes. (pag. 182)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estruturas Dissipativas

Essas etruturas além de se manterem num estado estável afastado do equilíbrio como podem até mesmo evoluir. Quando o fluxo de energia e de matéria que passa através delas aumenta, elas podem experimentar novas instabilidades e se transformar em novas estruturas de complexidade crescente.

terça-feira, 31 de março de 2009

ESTRUTURA

Para Capra (2006) a chave da teoria dos sitemas vivos está na síntese de duas abordagens muito diferentes: o estudo da substância (ou Estrutura) e o estudo da forma (ou padrão). No estudo da Estrutura, medimos ou pesamos coisas. Os padrões, no entanto, não podem ser medidos nem pesados; eles devem ser mapeados.
Em outras palavras, a Estrutura envolve quantidades, ao passo que o padrão envolve qualidades.

Auto-organização

Auto-organização é a emergência espontânea de novas estruturas e de novas formas de comportamento em sistemas abertos, afastados do equilíbrio, caracterizados por laços de realimentação internos e descritos matematicamente por meio de equações não-lineares (Capra, pág.80).

Forma

É um padrão que limita a matéria, separáveis apenas por meio da abstração (Capra, pág. 33). Definida no movimento romântico como um padrão de relações dentro de um todo organizado (Capra, pág. 35).

Padrão

O estudo da substância começa com a pergunta: "Do que ele é feito?"; e o estudo da forma, com a pergunta: "Qual é o PADRÃO?" (Pág. 76).
Os padrões não podem ser medidos nem pesados; eles devem ser mapeados. Para entender um padrão, temos de mapear uma configuração de relações. Em outras palavras, a estrutura envolve quantidades, ao passo que o PADRÃO envolve qualidades (Pág. 77).

Entende-se por Organização as relações que devem ocorrer entre os componentes de algo, para que seja possível reconhecê-lo como membro de uma classe específica (Pág. 54 - Maturana).

Uma forma clara de entender o significado de PADRÃO, no texto de Maturana e Varela (2007, pág. 93-94):

"É preciso entender que todos os seres vivos multicelulares conhecidos são variações elaboradas sobre o mesmo tema - a organização e a filogenia da célula. Cada indivíduo multicelular representa um momento elaborado da ontogenia de uma linhagem, cujas variações continuam sendo celulares. Nesse sentido, o aparecimento da multicelularidade não introduz, basicabente, nada de novo. Sua grande novidade consiste em que torna possível muitas classes diferentes de indivíduos, ao possibilitar muitas linhagens diversas como distintos modos de conservação do acoplamento estrutural ontogênico com o meio." 

Ou seja, a estrutura mudou e assumiu diferentes espécies conhecidas, no entanto o PADRÃO celular se manteve.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Autopoiese

Termo cunhado por Maturana e Varella, introduzido às ciências sociais por Luhmann.

Para o autor, constitui “[...] um padrão de rede no qual a função de cada componente consiste em participar da produção ou transformação dos outros componentes da rede.” (CAPRA, 2006, p. 136). Pode-se constatar que a rede, constantemente, cria a si mesma. Ela é produzida por seus componentes e produz os seus próprios componentes.

“Uma vez que todos os componentes de uma rede autopoiética são produzidos por outros componentes na rede, todo o sistema é organizacionalmente fechado, mesmo sendo aberto com relação ao fluxo de energia e de matéria”. (CAPRA, 2006, p. 140). Pode-se considerar que os sistemas vivos são autônomos. Todavia, não são isolados do seu meio ambiente. Os sistema interagem com o meio ambiente por intermédio de um intercâmbio contínuo de energia e matéria. A autopoiese é vista como o padrão subjacente ao fenômeno da auto-organização, que é característico de todos os sistemas vivos.

Padrão de organização

O padrão de organização de qualquer sistema - vivo ou não vivo - "é a configuração de relações entre os componentes do sistema que determinam as características essenciais desse sistema"; ou seja, "certas relações devem estar presentes para que algo seja reconhecido". Padrão de organização compreende, assim, a "configuração de relações que confere a um sistema suas características essenciais". Como incorporação física do padrão de organização, tem-se a estrutura, constituída pelas configurações, as quais determinam um padrão. Capra ilustra a diferença entre padrão e estrutura com um sistema não vivo: a bicilceta. O que define uma bicicleta como tal é o seu padrão de organização, constituído pela incorporação física e pelas relações dos componentes que a materializam, as quais podem ser diferentes dependendo do estilo da bicicleta. Em outras palavras, o padrão constitui o conceito (abstrato, atemporal, eternizado), e a estrutura constitui a substância (concreto, perene, temporal). (p.133)

Sistema Vivo

Sistema vivo é aquele que apresenta um padrão de organização autopoiético, uma estrutura na forma dissipativa e, como processo vital, a cognição. Assim, são redes auto-organizadoras, cujos componentes estão todos interligados e são interdependentes (Capra, 2006, p. 99). Para Maturana, citado por Capra (2006, p. 88), "sistemas vivos são sistemas cognitivos".

domingo, 29 de março de 2009

Linearidade

Capra não define explicitamente, mas extrai-se do seu texto (página 78) que a linearidade indica que determinado fluxo/processo segue em apenas uma direção. Basicamente, modelos lineares não consideram laços de realimentação e são simplificações dos fenômenos existentes.

Sistema

Um sistema pode ser definido como um complexo de elementos em interação. A interação significa que os elementos se relacionam, de modo que o comportamento de um elemento é diferente de seu comportamento em outra relação. Se os elementos em relações diferentes não são diferentes não há interação, e os elementos se comportam independentemente com respeito às relações (Fonte: BERTALANFFY, Ludwig Von. Teoria Geral dos Sistemas. Petrópolis: Editora Vozes, 1975). Segundo Capra, Bertalanffy assume uma abordagem processual. Outra definição é proposta por Alves (2006), em que o sistema é “uma coleção de objetos de alguma forma interligados ou interdependentes que leva a um todo com alguma funcionalidade”.Russel L-Ackoff define qu sistema é um conjunto de dois ou mais elementos onde:1. O comportamento de cada elemento tem um efeito no comportamento do todo.2. O comportamento dos elementos e seus efeitos no todo são interdependentes.3. Enquanto subgrupos de elementos são formados, todos têm um efeito no comportamento do todo, mas nenhum tem um efeito independente do todo.

sábado, 28 de março de 2009

Cognição

De acordo com Capra (2006, pág. 144 -146), Cognição basicamente é o processo de conhecer. Desse modo, torna-se um processo muito mais amplo do que a concepção do pensar. A cognição envolve três aspectos: a percepção, a emoção e a ação, ou seja, todo o processo da vida. E mais, no domínio humano, a cognição também inclui a linguagem, o pensamento conceitual e todos os outros atributos da consciência humana.
Maturana e Varela (2001), trabalham o conceito de Cognição como o processo de investigação de como ocorre o conhecimento (pág 8 - prefácio). Desta forma faz-se ciência cognitiva. Mais adiante na página 22, dizem que o fato de estudar de perto o fenômeno do conhecimento, assim como as ações dele surgidas, faz com que toda experiência cognitiva inclua aquele que conhece de um modo pessoal, enraizado em sua estrutura biológica, motivo pelo qual toda toda experência de certeza torna-se um fenômeno individual cego em relação ao ato cognitivo do outro. Logo pode-se dizer que cognição está diretamente ligada ao ato de conhecer o outro na finalidade fazer surgir o novo. Assim sendo, todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer.
Na sequência, os autores afirmam que "não há descontinuidade entre o social, o humano e suas raízes biológicas. o fenômeno do conhecer é um todo integrado e está fundamentado da mesma forma em todos os seus âmbitos". Na página 35 é apresentado o conceito de conhecer, "conhecer é uma ação efetiva, ou seja, uma efetividade operacional no domínio de existência do ser vivo".

Complexidade

Ancorado sobre os prossupostos do paradigma da ecologia profunda, que reconhece a interdependência de todos os fenômenos e que, enquanto indívíduos e sociedades, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza, Capra (2006) disserta que, "complexidade é o conjunto de processos que permeia a teia de relações entre as várias partes de um todo heterogêneo e inseparavelmente associado".

quinta-feira, 26 de março de 2009

Redes

Estruturas multiniveladas de sistemas dentro de sistemas. Cada um desses sistemas forma um todo com relação às suas partes, enquanto que, ao mesmo tempo, é parte de um todo maior (Capra, 1996, p.40).

Sustentabilidade

Segundo Capra(1996, p.24), é satisfazer as próprias necessidades sem diminuir as perspectivas das próximas gerações, ou seja, criar ambientes sociais e culturais onde pode-se realizar e inspirar necessidades de hoje sem prejudicar as realizações das próximas gerações.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Valor

Capra refere-se aos valores humanos como a honestidade, verdade, justiça, ética, disciplina, integridade, paz (auto-estima, autocontrole, autoconfiança, auto-aceitação e desapego,amor, coragem, importancia, dente outros, quando menciona uma mudança de paradigma. Afirma que essa mudança deve conter novas percepções, maneiras de pensar e valores. O novo paradigma visa a mudança de valores auto-afirmativo para valores integrativo (pág. 27).

Os valores humanos existem pois, os seres humanos possuem sistema nervoso. E como expõe Maturana e Varela (2007, pág. 146), "o sistema nervoso é um instrumento por meio do qual o organismo obtém informações do ambiente, que a seguir utiliza para construir uma representação de mundo que lhe permite computar um comportamento adequado à sua sobrevivência nele". 
Desta forma fica explicito que os valores são diferentes em comunidades com meio ambiente diferentes. E que em um dado ambiente os valores da comunidade foram em congruência para valores comuns desta comunidade.

Paradigma

Fritjof Capra em sua obra: A teia da Vida busca evidenciar que as novas concepções da física provocaram algumas mudanças na visão de mundo mecanicista gerando uma visão holística e ecológica (p. 24). Tais mudanças, refere Capra, levaram Thomas Kuhn a definir paradigma científico como: “uma constelação de realizações – concepções, valores, técnicas, etc. – compartilhada por uma comunidade científica e utilizada por essa comunidade para definir problemas e soluções legítimos.” (p. 24). No entanto, apesar de Capra usar o conceito de Kuhn, ele mesmo reconhece a limitação deste conceito (limitado à comunidade científica). Por isso ele diz que: "[...] Para analisar essa transformação cultural, generalizei a definição de Kuhn de um paradigma científico até obter um paradigma social, que defino como 'uma constelação de concepções, de valores, de percepções e de práticas compartilhadas por uma comunidade, que dá forma a uma visão particular de realidade, a qual constitui a bse da maneira como a comunidade se organiza'." (p.24;25). De forma geral, pode-se inferir que, para Capra, um paradigma nada mais é do que "uma visão de mundo", sendo que essa visão varia de acordo com o contexto socio-cultural, econômico.

Ecologia

Capra menciona tres escolas ecologicas "ecologia profunda" = reconhece a interdependencia entre todos os seres e todas as coisas com o meio ambiente natural, "ecologia social" = a origem antiecologica e exploradora de nossas estruturas sociais e economicas esta no patriarcado, no imperialismo, no capitalismo e no racismo,"ecofeminismo" = a dominaçao dos homens junto as mulheres determinaram todas as formas de exploração, hierarquica, militarista, capitalista e industrialista. Essa escola compara a dominaçao sobre as mulheres com a exploraçao da natureza. Em suma, as tres escolas se completam, uma vez que a ecologia profunda fornece a base filosofica, a ecologia social os padroes culturais que geraram a crise e o ecofeminismo aprofunda o entendimento das formas de exploraçao e dominaçao da natureza e das mulheres (pág. 26).

A ecologia não separa seres humanos – ou qualquer outra coisa – do meio ambiente natural


vê o mundo não como uma coleção de objetos, mas como uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e são interdependentes (pág. 26).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Iniciando o blog

Este blog servirá como depositório das pesquisas realizadas em torno do tema complexidade, conhecimento e sociedade em rede, conduzidas por mim na UFSC. Se servir como um instrumento de experimentacoes e de aproximacoes, já será um grande sucesso. Aires